Pular para o conteúdo principal

Vitamina C


Há muito minha especialidade pareceu revisitar o passado, vasculhar antigas entrelinhas em busca de algo que passou despercebido, algo que não foi dito, mas que ali estava.

Há muito tentei esquecer e me forcei a lembrar, tarefas tolas demais para homens como nós, venhamos e convenhamos, sem falsas modéstias, deixamos as eiras e beiras de lado.

Há muito não te conto por onde andei, as bocas que beijei, os corpos que tomei, daqueles que fui, ou que mais ou menos fingi ser. Nem bem posso dizer que me cansei dessa vida fugaz, precisaria de mais uns bons punhados de juventude para cansar e descansar. Imagino sua cara de zombaria, ora pois, somo tão jovens, as rugas que adornam nossa cara os cabelos brancos que decoram nossa barba, são meras lembranças de que o tempo não para, Cazuza, em algo devia de ter razão.

Me peguei por esses dias, em meio a reflexões de liquidificador, remoendo velharias, antigos remorsos, velhos hábitos, promessas não cumpridas do réveillon de 2006. Encontrei você meio a essa bagunça, imagine minha surpresa. Não, não é novidade a falta que a falta faz, mas pareceu algo um tanto sem sentido., como tudo que te remete.

Sabe os planos de rir disso tudo em Paris, bem, estou rindo na praia, meio a uma multidão de gente não tão fina, não tão elegante, mas cruamente sincera. Parece que estamos bem. Nós e nossos novos jogos de acasos, planos e promessas, amores forjados, e esses dramas que nos cabem. Eu vou esperar, talvez, a primavera.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mônica

Hoje foi não foi um dia fácil, corri meio sem rumo, desacreditado, honrando compromissos que não pareciam se encaixar, seguindo o fluxo, deixando me levar. Fiz mais do que pude, falei mais do que sei, o tal peso da vida adulta. Já passa das 11, poderia escrever que estou sentado num sofá de couro, as luzes da cidade sobre mim, uma taça de vinho repousando sobre minhas pernas, uma fotografia perfeita para textos perfeitos. Mas minhas polaroides são borradas. Estou rencostado meio de lado, as costas doem, virei chácaras de café, relutante em dormir por essa noite, e te encontrar outra vez. Não vou mentir das vezes que pensei em você, das muitas vezes que meu coração saltou garganta afora ou ver seu nome cintilando no vidro fosco, e todo o circo que armei tentando agradar. Eu não sei onde quero chegar. Existe uma vida antes e outras dez depois de nós, ainda assim você não sai do meu sentimento. Ah, piegas, coisa de escritor romântico, que busca palavras bonitas para o ser amado. Coisa n…

Metonímias e Aliterações

Passeio pelas estações ouvindo grunhidos repetitivos semi nocivos, até que me pego cantarolando trechos de uma música qualquer daquela dupla pop que ninguém lembra o nome, o rosto, ou a poesia, não que fizesse alguma diferença. Hoje eu acordei olhei no espelho e não me vi. Horas a fio, o celular ferve por entre as mãos, silencioso e inquieto. Ensaiei centenas de maneiras de dizer um simples Hello, i want you let me jump in your play, mas me perdoe se eu não sei jogar, ou se talvez o saiba além das regras que insisto em (não) quebrar. Um joguinho é até divertido quando você está por perto. Penso que irei dobrá-lo, deixar me bater, vamos lá, querido, fique mais um pouco. I'll get him hot, show him what I've got. Revezo em encarar aqueles olhos, desejar aquela boca, e decifrar todos os teoremas fundamentais do universo. E daí que minh'alma segue num loop involuntário, divagando em diferentes infinitos... 
I need a hit, baby gimme it, it's dangerous I'm loving it, balb…

Começo, meio, fim, e o mais importante... recomeço!

Quando me disseram que a vida de universitário seria difícil, eu não quis acreditar, imaginei mais que fosse esse tipo de história que os veteranos contam pra por medo nos calouros, como eu, quando diziam todos os contras e os prós de uma universidade pública, em minha mentalidade imatura, pensei que estes últimos não eram suficientemente convincentes para superar os primeiros, mas com o tempo a gente acaba percebendo que um "UF" vale mais que muita coisa, mas esse não é o foco principal (agora).
Pra ser honesto creio que a história deve ser narrada desde o início, pelos menos do início que realmente valha a pena contar... 2008 foi meu último ano na escola, um momento onde se destacam dois tipos de alunos, aqueles que querem aproveitar ao máximo o momento, e aqueles que não vêem a hora de tudo acabar, e eu? como sempre revesava entre as duas vertentes. Em meio a tudo isso um fantasma se aproximava cada vez mais, o vestibular, se bem que pior do que a prova em si era a idéia …